eu atraio gente louca. Não loucos, mas problemáticos, traumatizados e paranóicos. Não sei porque isso, afinal, sempre comi toda a verdura do prato e a coisa toda. Quem sabe eu tenha sido Hitler numa vida passada, ou quem sabe eu realmente
goste disso. Gosto quando as coisas vão bem, é claro. Mas elas geralmente tendem a desandar, por isso não me surpreendi quando:
- Eu não mereço você - falou ele. Sabe quantas vezes eu ouvi essa digníssima frase? Umas 15. E não foi só de namorados (o que você achou que eu fosse, afinal?), e sim de amigos e amigas. Sabe, essa frase tem a intenção de te fazer ficar melhor e a coisa toda, mas o tiro sai completamente pela culatra. Eu simplesmente me sinto extremamente patética ao ouvir isso. Como se eu fosse perfeita e inalcançável, coisa que eu não sou. Geralmente, depois de ouvir isso, eu suspiro e vou embora, mas não sei, Peter era diferente. Eu realmente gostava dele, e essas quatro palavrinhas feriram a minha alma, de um jeito incomum.
- Por quê? - perguntei, olhando o nos olhos.
- Porque eu só trago problemas. Você é toda cheia de vida, de confiança e eu sou... um nada. - Tá, tudo bem, talvez eu não tenha sido Hitler numa vida passada. Ouvir essas palavras me fez sorrir, porque eu gostava disso em Peter: o como ele não se reconhecia. Ele era uma pessoa maravilhosa, ele tinha qualidades infinitas, mas simplesmente não conseguia ver isso. E achava ainda mais impossível alguém ver isso nele. Eu passei a mão em seu rosto, e disse:
- Te perder ia doer muito, sabia? Eu acho que nos merecemos, que não existe isso de você não me merecer. Você não é um nada, você...
- Dói muito mais em mim dizer isso, Rachel, mas eu sinto estar te privando de algo, o tempo todo. Eu não posso mais com isso, dói muito ver que eu estou tirando toda a sua vida.
- Você é tão, tão tolo. Olhar pra você me dá vida. Ajudar você me dá força. Eu quero que você seja sempre meu.
- E eu sempre serei. Só acho que você devia ser de alguém que te merecesse.
- Eu também acho: você. Toda vez que eu olho pra você eu vejo uma alma tão linda, um coração maravilhoso, uma pessoa incrível, Lamento tanto que você não consiga ver isso em você, mas tenho certeza do que digo. - E então ele começou a chorar. Suas lágrimas me feriram como mil facas, e eu o abracei, com força, e disse:
- Vai ficar tudo bem, eu amo você. - E então ele se rendeu. Eu o amava tanto, odiava vê-lo sofrendo, e ele estava sempre tão complexado, tão triste, nunca confiava em si próprio. Isso acabava comigo. Mas eu sabia, no fundo, que estávamos certos em estar juntos. Ele era tudo que eu queria, e eu era tudo que ele tinha.
Pauta pro Once Upon a Time. Não gosto de postar duas vezes no mesmo dia, mas hoje é o último dia e eu realmente amei essa frase, que tinha que por. Mas leiam o post a baixo, qualquer coisa, ok? Ele é tipo o post oficial (wtf) do dia :B Kisses&Cheeses
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» Esse é um post polêmico, ou não.
12:13
Criar blogs novos tem sido, cada vez mais, uma coisa rotineira pra mim. Eu estou apenas lá, sentada naquela sala lotada, ouvindo um professor falar coisas que só vão servir pra eu passar no vestibular, tentando achar uma posição confortável naquela cadeira horrível e as ideias simplesmente me ocorrem. Eu não tenho tanta culpa, afinal de contas.
Bom, como o haloscan resolveu morrer e a coisa toda, eu cedi, finalmente, aos temas do blogger. Mas, de certa forma, parece um alívio não ter que ficar fazendo layouts, htmls e depois detestando tudo. A única coisa que eu fiz foi ir no
Blogger Themes e escolher um tema que fosse bem a minha cara, nesse caso, bom, esse. Quero dizer, eu tava usando um de corujinha, um de cidade, mas esses monstrinhos, sei lá, sou eu escrita. E o nome, é tão diferente de todos os outros nomes de blogs que eu já tive... Mas sempre achei MUITO glamuroso esses nomes assim, como se você tivesse num restaurante e fosse pedir pro garçom alguma coisa.
E eu escolhe Ice Tea porque eu simplesmente amo chá gelado de pêssego. Que antes era Nestea e agora é Ice Tea do Mate Leão. Tem o mesmo gosto, o mesmo glamour e eu acho que podia tomar isso pra sempre -t.
Agora, vamos ao post propriamente dito, porque, afinal, acho que ninguém quer saber sobre minha paixão infinita por chá gelado. E eu quero começar esse blog com textos grandes de opinião, nos quais eu mostre bastante fatos e argumentos, sempre achei isso divo.
Ontem eu fui ao shopping com os meus amigos. Mais de noite, ficamos do lado de fora do shopping e tal, conversando e a coisa toda. Mas não é que nos deparamos com um projetinho de gente, todo vestido de mano, boné de aba reta, calça larga, blusa grande, devia ter uns 9 anos a criança. Mas o mais chocante em sua aparência não eram as roupas, e sim o jeito que ele falava. Palavrões a rodo, e não parava de dizer que o seu celular não era orelhão.
Então, eu me pergunto, onde foi a infância dessa criança? Por que ele não tá em casa brincando de lego e lendo recreio, se tornando uma pessoa melhor? Por que ele tá fora do shopping, ás 22h, xingando o mundo com seus palavrões e todo se achando o foda porque tem um celular?
As crianças serão os adultos de amanhã, e, cada vez mais, deparamo-nos com esse tipo de gente, essa precocidade toda, essa coisa que está tomando a todos nós.
Quando eu era menor, eu queria muito ser adolescente a coisa toda. Usar salto, maquiagem, tudo. Mas, mesmo assim, eu lia minha Witch, brincava com as minhas Barbies, e tudo mais. Hoje, o que eu vejo? Menininhas lendo Capricho, Atrevida, essas coisas, babando pelo Justin Bieber e querendo beijar um cara de 107 anos, vulgo Edward Cullen. Com a idade delas eu queria estar vivendo aventuras com o Harry Potter. Não estar beijando ele, eu era apenas uma criança.
Mas, então, o que houve com o mundo? Ou será que eu só tô ficando velha?
Meu Deus Ç_Ç

Ok, acabou o post polêmico. E só pra constar, eu não acho que eu tô ficando velha, caramba, eu tenho 16 anos. É só pra, sabe, dar uma dramatizada na coisa.
Então até ao próximo post, vou me esforçar pra isso ser em breve ;*
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